Dados da entidade indicam cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV registradas todos os anos na América Latina e no Caribe, o que, segundo a Opas, reforça a necessidade de ampliar o acesso a opções de prevenção eficazes.
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Dados da entidade indicam cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV registradas todos os anos na América Latina e no Caribe, o que, segundo a Opas, reforça a necessidade de ampliar o acesso a opções de prevenção eficazes.
O filme Feito Pipa , do diretor Allan Deberton, foi escolhido para disputar uma indicação de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais, responsável por selecionar o título que representa o país na premiação. A obra foi escolhida entre os seis longas-metragens pré-selecionados para representar o Brasil na disputa, anunciados no último dia 6 de setembro. Ao todo, 15 longas foram inscritos e habilitados para concorrer à vaga brasileira. Notícias relacionadas: Feito Pipa é premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Filme de Grace Passô ganha Kikito no Festival de Cinema de Gramado. O longa-metragem foi rodado em Quixadá, no sertão do Ceará. O enredo acompanha a trajetória de Gugu, papel de Yuri Gomes, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, que mora com a avó, Dilma, interpretada pela atriz Teca Pereira. Quando a saúde dela se fragiliza, ele tenta esconder a situação para não ter que se mudar para a casa do pai, Batista, personagem de Lázaro Ramos, em Brasília. O filme foi o mais premiado da edição deste ano no Festival de Gramado, com os prêmios de: Melhor Direção, Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e Melhor Filme pelo Júri Popular, Menção Honrosa para Yuri Gomes, que interpreta o protagonista da história. "A emoção é gigante, porque dentro de tantos filmes bons que a gente teve esse ano, um monte de filme legal, um monte de trabalho rico, valioso, precioso, o Feito Pipa foi selecionado para tentar esse caminho, que é um caminho que, na verdade, começa em casa, de a gente mesmo valorizar o nosso cinema", comemorou o ator Lázaro Ramos em uma rede social. "Acho que é um filme que o Brasil precisa e merece pela linguagem, um jeito de fazer cinema, que só a gente aqui no Brasil sabe fazer, pelos temas que trata, pelas atuações, pela direção, pelo roteiro", completou o ator. A presidente da Comissão de Seleção, Clélia Bessa, também ressaltou a linguagem sensível do filme como um elemento forte na escolha. “O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, disse Clélia Bessa. A estreia no Brasil está marcada para 5 de novembro, mas antes o filme será exibido no Festival do Rio, em outubro. O Brasil já foi finalista em Melhor Filme Internacional no Oscar em seis ocasiões: as mais recentes, com os filmes O Agente Secreto , do diretor Kleber Mendonça Filho e Ainda Estou Aqui , dirigido por Walter Salles, que acabou levando a estatueta pela primeira vez para o Brasil. A short list oficial de Melhor Filme Internacional para o Oscar 2027, com os 15 longas em língua não inglesa pré-selecionados, será divulgada em dezembro pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo prêmio. Já o anúncio dos cinco indicados oficiais para a categoria está previsto para 21 de janeiro do ano que vem.
A primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês , de acordo com a farmacêutica Cristália, que desenvolve o medicamento em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A substância tem potencial de ajudar pessoas com lesão na medula a recuperarem seus movimentos. Notícias relacionadas: Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários. A partir desta data, os pesquisadores vão recrutar cinco pacientes voluntários, de 18 a 72 anos, para receber a polilaminina , com o objetivo de comprovar que ela é segura para humanos e não oferece mais danos do que benefícios. Somente em fases posteriores será testada a eficácia do medicamento. Conforme autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os pacientes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, após sofrer algum trauma. Também é preciso que o ferimento tenha ocorrido há menos de 72 horas, e que esses pacientes tenham indicação de cirurgia para descompressão medular. Eles serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com equipes cirúrgicas treinadas para a aplicação da substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois do procedimento, eles passarão por reabilitação na AACD, e serão acompanhados pela equipe de pesquisa por seis meses. O que é a polilaminina A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano . Ela foi descoberta pela professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que investiga seu potencial há mais de 20 anos. No sistema nervoso, a laminina atua como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Por isso, acredita-se que a polilaminina pode reestabelecer a conexão interrompida quando há lesão na medula. Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. Três faleceram em decorrência das lesões, mas os cinco que se recuperaram apresentaram algum ganho motor. No entanto, ainda não é possível afirmar que isso é resultado direto da polilaminina, por isso, a substância ainda precisa ser testada em ensaios clínicos controlados. No entanto, a divulgação dos resultados preliminares gerou grande comoção, e dezenas de pessoas receberam autorização para usar a substância de forma compassiva, uma licença especial concedida pela Anvisa para o uso de substâncias experimentais, em casos de grande gravidade. Como essas aplicações não foram realizadas sob protocolo científico, não é possível atestar se a polilaminina funcionou ou não. O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália Rogério Almeida, garantiu que o laboratório está comprometido com a ciência, as boas práticas clínicas e o rigor regulatório. "Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia. Nosso foco agora é conduzir o estudo clínico com a máxima qualidade e no menor prazo possível", acrescentou. Se a substância for bem sucedida na fase 1, a equipe poderá pedir autorização à Anvisa para dar seguimento aos testes em humanos . Nas fases 2 e 3, o número de participantes aumenta e pesquisadores podem avaliar se a substância realmente funciona e produz resultados superiores aos tratamentos disponíveis atualmente. Somente após a conclusão de todas as fases de testes, é que o medicamento pode ser registrado e disponibilizado para a população.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão. Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas . Ele lembrou que o Reino Unido, por exemplo, já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil. Notícias relacionadas: Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%. El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil. Rio recebe base da Força Nacional do SUS para enfrentar El Niño. O ministro citou ainda o aumento da temperatura média como um dos fatores que podem favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença, além do aumento de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, causado pelas ondas de calor extremo. Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado. “Mas todo cuidado é pouco”, avaliou. Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês. “Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.
A Petrobras alcançou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro em um grupo de grandes petroleiras internacionais, superando gigantes como a saudita Saudi Aramco e as americanas ExxonMobil e Chevron. A constatação está em um estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos que representam mais de 105 mil trabalhadores da indústria do petróleo. Notícias relacionadas: Campo de Búzios, da Petrobras, bate recordes de exportação de gás. Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África. Navio-plataforma da Petrobras atinge produção máxima no pré-sal. O levantamento é coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição de pesquisa ligada ao movimento sindical. O estudo compara resultados financeiros de grandes petroleiras desde 2020. É a primeira vez em que a Petrobras alcança o topo do ranking de margem de lucro. Margem x lucro Lucro é quanto dinheiro sobra para a empresa depois de descontados os custos, despesas e tributos. Já a margem de lucro mede a eficiência da empresa ao mostrar qual proporção da receita (vendas totais, como combustíveis, óleo cru e derivados) realmente se transforma em lucro. Por exemplo, se uma companhia tem uma margem líquida de 15%, significa que, para cada R$ 100 em vendas, R$ 15 sobram como lucro líquido para o negócio após todos os custos, despesas e tributos terem sido pagos. No ranking do Dieese, a Petrobras aparece no topo, com margem de 29,15% no primeiro semestre de 2026. No período, a estatal brasileira teve lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. Confira a margem de lucro das grandes petroleiras acompanhadas pelo Dieese: Petrobras: 29,15% Saudi Aramco: 25,48% Chevron: 18,01% ExxonMobil: 16,33% BP (Reino Unido) 14,83% Equinor (Noruega) 12,84% Shell (anglo-holandesa): 9,94% TotalEnergies (França): 9,44% De 2020 até 2025, a Saudi Aramco figurava como dona da maior margem de lucro. Em todos esses anos, a Petrobras era vice-líder, com exceção de 2024. A fonte dos dados são informações divulgadas pelas próprias empresas. O pesquisador não incluiu no comparativo empresas chinesas, como Sinopec e PetroChina. TOP 3 em lucro O economista do Dieese comparou também o lucro das companhias. Os resultados do primeiro semestre apontam a Petrobras como terceiro maior lucro no ranking em dólar. Saudi Aramco: US$ 65,4 bilhões ExxonMobil: US$ 18,7 bilhões Petrobras: US$ 16,6 bilhões Shell: US$ 15,5 bilhões Chevron: US$ 14,3 bilhões TotalEnergies: US$ 11,8 bilhões BP: US$ 9,5 bilhões Equinor: US$ 7,9 bilhões ConocoPhillips (EUA): US$ 6,1 bilhões Fatores para eficiência Para o economista, o resultado inédito reflete a “grande eficiência operacional da companhia”. O desempenho, completa ele, foi sustentado pelo aumento da produção, alta dos preços internacionais do petróleo (reflexo da guerra no Oriente Médio), redução dos gastos gerais e por ser ainda uma empresa integrada, que produz e refina o óleo. Cloviomar Cararine acredita que essa combinação permite à Petrobras maior capacidade de atravessar crises que as concorrentes internacionais. No segundo trimestre de 2026, a produção de petróleo e gás natural da Petrobras foi a maior da história, atingindo 3,34 milhões de barris de óleo equivalente (boe, unidade resultante da conversão do gás natural em equivalente energético de petróleo, que permite somar os dois produtos) por dia. Cerca de 30% do que foi produzido foi vendido para o exterior (996 mil barris/dia). A companhia chegou também ao recorde histórico do Fator de Utilização (FUT) das refinarias, atingindo a marca de 101,2%. Quanto maior o FUT, mais as refinarias estão sendo utilizadas. >> Leia aqui: Entenda como refinarias da Petrobras operam com mais de 100% de capacidade.
Cerca de 2 mil pessoas foram afetadas pelas inundações.
O Sindicato Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) lança nesta quarta-feira (16), na capital paulista, o documentário Educação e Ciência por um Brasil que dá certo. A exibição será às 17h, na Casa de Cultura Japonesa da USP (Campus Butantã). O filme faz parte da campanha do Andes Lutar não é Crime! , para combater os ataques ideológicos e orçamentários à educação superior e à ciência públicas. A obra reforça ainda o papel fundamental de ambas na transformação da realidade no país. Com duração de 25 minutos, a obra é uma produção da Cajuína Filmes, com direção de André Manfrim, e reúne depoimentos de pessoas que tem a vida impactada diariamente pelo ensino superior e pela ciência. Também participam lideranças estudantis e sindicais, personalidades públicas. “O documentário pretende ser um instrumento contra a desesperança alimentada pela extrema direita e pelo realismo cínico de quem só defende cortes. Queremos chamar a atenção da população brasileira para a esperança, para a defesa desses patrimônios nacionais tão importantes para nossa classe trabalhadora, que são as instituições de ensino e pesquisa públicas”, explicou o presidente do Andes-SN, Cláudio Mendonça. Em seguida, o documentário será lançado no Rio de Janeiro, no Salão Nobre IFCS/UFRJ (17 de setembro); em Brasília, Auditório da Adunb/Campus Darci Ribeiro (23 de setembro); em Salvador, na Praça das Artes UFBA, Campus Ondina (24 de setembro); em Manaus, no Largo de São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas (30 de setembro); e em Curitiba, no Cine Passeio (7 de outubro). Dados da educação e ciência Outro objetivo do documentário é reforçar dados oficiais, como o de que mais de 95% da produção científica brasileira provém das Universidades públicas. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi), quatro das seis maiores requisitantes de patentes no país são universidades públicas. Além disso, aborda o fato de que a presença de estudantes negros e negras nas Universidades públicas brasileiras cresceu mais de 22%, nos últimos 20 anos, chegando a 51,2% do total de matrículas. “Atualmente, 64,7% dos estudantes das Universidades públicas vieram, integral ou majoritariamente, de escolas públicas; 70,1% dos estudantes pertencem a famílias com renda mensal per capita de até 1,5 salário mínimo”, diz o Andes. Segundo o IBGE, a taxa de emprego informal é 45% menor entre pessoas com ensino superior completo, em comparação com quem cursou apenas o ensino médio. Trabalhadoras e trabalhadores com ensino superior ganham, em média, 148% mais do que aquelas e aqueles com apenas ensino médio.
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (16) as sessões regulares da Corte após a disputa interna que paralisou os trabalhos do plenário. A sessão foi aberta pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, por volta das 14h50, e o julgamento de ontem não foi mencionado. Notícias relacionadas: Conselho Superior do MPF analisará mensagens de Vorcaro sobre Gonet. Entenda: STF encerra sessão sem definir casos sobre Moraes e Mendonça . O primeiro caso pautado para julgamento trata da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) sobre as operações de empresas do setor imobiliário. Na semana passada, as sessões deliberativas foram canceladas, diante do impasse sobre o rito do julgamento que envolve as citações dos nomes de ministros em conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Caso Master Na sessão desta terça-feira (15), o ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento que iria definir se Moraes e Mendonça devem ser julgados simultaneamente ou em sessões separadas. Dino tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento. Mendonça O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. Moraes O caso Moraes veio à tona no dia 1° de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do caso e encaminhou conversas entre Moraes e Vorcaro para Fachin. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.
O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública. Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participam do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México. Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil. Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%. Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%). Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais. Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).
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