15 Sep 2026, 00:26 GMTIara Balduino – Repórter da Agência Brasil
Um levantamento feito pelo Observatório IA nas eleições , desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, identificou que quase dois em cada três conteúdos políticos feito por inteligência artificial em publicações nas redes sociais, entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026, não sinalizou o uso da tecnologia , o que é proibido pela Justiça Eleitoral. Além disso, do total de 413 conteúdos analisados, 250, cerca de 60%, foram classificados como sátira, com o objetivo de ridicularizar algum político. Notícias relacionadas: TSE e Google lançam ferramenta para proteger candidatos de deepfakes. Outros 163, cerca de 40%, foram classificados como desinformação. "O dado levanta a preocupação dos conteúdos estarem sendo compartilhados sem o cuidado de informar ao público o uso da tecnologia seja por parte das contas que o publicam, como também das próprias plataformas digitais, que, apesar de disponibilizarem os recursos de rotulagem, possivelmente não estão moderando devidamente os conteúdos sintéticos", aponta o observatório. Publicações A maior parte dos conteúdos de desinformação ou não sinalizados como tendo sido criados por inteligência artificial foram publicados por usuários anônimos. Já entre os candidatos que publicaram esse tipo de mensagem, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) lidera a lista. Ele compartilhou 13 conteúdos . O deputado federal Mário Frias (PL-SP) vem em seguida com 10 publicações. O ex-governador Romeu Zema e candidato a presidente pelo Novo publicou cinco, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL- RJ), três; e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), três. Entre os partidos, o PL foi o maior propagador de mensagens feitas com inteligência artificial de forma indevida, com 28 publicações. O PT compartilhou quatro mensagens e o PSDB, duas mensagens. Alvos A maior parte dos casos identificados de uso de inteligência artificial (81%) manipularam imagens ou a voz de pessoas públicas, técnica classificada como deepfake. O principal alvo foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve imagem ou voz modificada de forma pejorativa em 112 publicações. Flávio Bolsonaro foi alvo de 57 manipulações. O que é deepfake Deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que apresente grau de realismo e reproduza ou altere a imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia. O TSE proibiu o uso de deepfake nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.
A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (14) incluiu reuniões, encontros e atividades de campanha em diferentes estados. >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis: Renan Santos (Missão) O candidato Renan Santos iria participar do encontro de presidenciáveis, organizado pela Mathias TV, em São Paulo. O debate foi cancelado. Notícias relacionadas: Eleitores com deficiência têm até hoje para pedir transporte grátis . Campanha incentiva voto de quem tem mais de 70 anos. Ronaldo Caiado (PSD) O candidato Ronaldo Caiado iria participar do encontro de presidenciáveis, organizado pela Mathias TV, em São Paulo. O debate foi cancelado. Rui Costa Pimenta (PCO) O candidato Rui Costa Pimenta dedicou o dia a reunião com a coordenação de campanha e com candidatos do Mato Grosso do Sul, em Dourados (MS). Romeu Zema (Novo) O candidato Romeu Zema iria participar de encontro de presidenciáveis, organizado pela Mathias TV, em São Paulo. O debate foi cancelado. Samara Martins (UP) A candidata Samara Martins cancelou compromissos de campanha em Belo Horizonte por causa da forte chuva. Wilson Grassi (Democrata) O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista para a Rádio Líder FM de Pernambuco. Augusto Cury (Avante) O candidato Augusto Cury participou do 3º Congresso da Associação Paulista de Saúde Integrativa e Bem-Estar (APIBEM), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Ele esteve em almoço com empresários e participou de reunião na Assembleia de Deus, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Clariana Barão (DC) A candidata Clariana Barão esteve em Várzea Grande (MT), onde nasceu, para conceder entrevista a uma rádio local. Ela disse que, em um eventual governo, a prioridade será o cuidados com mulheres e crianças. "Eu venho de um estado campeão do feminicídio. Temos um histórico absurdo de violência contra crianças, então realmente a minha pauta número um é o cuidar", afirmou. Edmilson Costa (PCB) O candidato Edmilson Costa cancelou a agenda prevista litoral norte de São Paulo em razão das condições climáticas. Flávio Bolsonaro (PL) O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Belém, onde almoçou com apoiadores e participou de motocarreata. No início da noite, fez um comício no Complexo Turístico Ver-o-Rio, em Umarizal. O candidato disse que, se eleito, vai revitalizar a rodovia Transamazônica. "Vou regularizar essa questão da terra, de cerca de 22 municípios ao redor da Transamazônica. Vou regularizar essas terras para levar desenvolvimento e oportunidades para essas pessoas”, afirmou. Hertz Dias (PSTU) O candidato Hertz Dias cumpriu agenda em São Luís, onde concedeu entrevistas a rádios e TVs locais e participou de panfletagem Ele defendeu demarcação de terras indígenas e quilombolas para evitar o avanço ilegal do agronegócio e da mineração. "Os povos indígenas e quilombolas estão entre os principais defensores das florestas, dos rios e da biodiversidade brasileira. Por isso, defender a demarcação de suas terras também é defender a Amazônia, o Cerrado e todos os biomas ameaçados pela exploração predatória", disse. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda pública de campanha. A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética >> Assista na TV Brasil * Colaboraram Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.
14 Sep 2026, 15:55 GMTAlex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Enquanto o cenário político e as denúncias envolvendo o caso Master monopolizam as atenções em todo o Brasil, os desafios estratégicos que o país enfrentará a curtíssimo prazo — do envelhecimento populacional à transição energética, passando pela importância de se tornar capaz de processar os minerais críticos que abriga em seu subsolo — seguem à margem do debate eleitoral. Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, os recentes escândalos e as disputas pessoais aprofundam o esvaziamento das discussões de temas vitais para os rumos nacionais, deixando em segundo plano itens como ciência, transição energética e a necessidade de se preparar para cenários adversos, incluindo uma iminente crise sanitária. Para a doutora em engenharia elétrica, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que desde 2025 está à frente da mais importante entidade de promoção e defesa da ciência e tecnologia no Brasil, eleitores e candidatos parecem ter sido empurrados para uma falsa dicotomia: a ideia errônea de que é preciso escolher entre passar as instituições a limpo ou discutir e planejar o futuro do país. “O país acaba sendo obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou o projeto de desenvolvimento, quando as duas coisas fazem parte de uma mesma agenda”, defendeu Francilene em entrevista exclusiva à Agência Brasil . Na conversa, ela falou ainda sobre temas como o envelhecimento da população e o baixo engajamento das candidaturas com o tema da ciência. Leia a íntegra abaixo: Brasília (DF), 06/07/2026 - A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Garcia. Foto: SBPC/Divulgação - SBPC/Divulgação Notícias relacionadas: Eleitores com deficiência têm até hoje para pedir transporte grátis . Campanha incentiva voto de quem tem mais de 70 anos. Crise institucional prejudica debate eleitoral, avaliam entidades. Agência Brasil: Quais temas a SBPC considera prioritários nestas Eleições Gerais? Francilene Garcia: Primeiro, acho fundamental começar dizendo que [com a crise] o país acaba sendo obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou o projeto de desenvolvimento, quando as duas coisas fazem parte de uma mesma agenda. Também é importante dizer que a ciência brasileira ainda não entrou nessa campanha. Justo a ciência, que depende de regras estáveis, orçamento previsível e atenção - inclusive quando estamos à beira de novas crises pandêmicas. Isso vem sendo discutido quase que em lacunas, de forma periférica, porque a agenda [eleitoral] está sendo ocupada por temas que a sociedade não escolhe. Na nossa visão, há uma lacuna imensa em relação aos temas que realmente importam. Tanto que lançamos o Observatório das Eleições justamente para tentar levar mais de uma centena de propostas de políticas públicas que julgamos importantes para o desenvolvimento do país. Temos tentado engajar as candidaturas e qualificar os debates em torno de temas como as mudanças climáticas e seus impactos para as cidades, bem como o risco de novas crises pandêmicas e o processo de transformação digital. Temas que ainda hoje não entraram nas campanhas. Agência Brasil: E não entraram devido à dimensão da atual crise político-institucional e suas repercussões ou porque, historicamente, a ciência sempre fica à margem dos debates eleitorais? Francilene: Historicamente, a ciência fica à margem do debate. Isso mudou um pouco em 2020, quando enfrentamos o problema da crise sanitária [a pandemia de covid-19]. Ali começamos a ver um pouco mais de discussão. Depois, em 2024, ocorreram as enchentes no Rio Grande do Sul; queimadas no Centro-Oeste e seca, escassez hídrica, em regiões do Norte e Nordeste. Tudo isso fruto do novo regime climático. Nesses momentos, a temática ganhou peso. Já no atual debate eleitoral, as temáticas acabam fugindo ao que de fato interessa do ponto de vista de um projeto de nação. Olhando para os países líderes globais, vemos, por exemplo, que temas da maior importância, como o aproveitamento das terras raras, que são fundamentais para toda a indústria do complexo de transformação digital das sociedades, estão postos nos debates. No Brasil, não, pois tivemos um esvaziamento não só da participação [dos próprios candidatos] nos debates, como dos temas relevantes para o futuro do país. Agência Brasil: A estratégia que a SBPC tinha definido e as ações que vêm realizando para tentar pautar a ciência nos debates eleitorais foram impactados pela dimensão da atual crise? Francilene : Estão sendo. Temos no Observatório das Eleições pouco mais de uma centena de candidaturas engajadas. Dentre as quais, uma única de âmbito [Executivo] federal e nenhuma de âmbito estadual. Quer dizer, nenhum candidato a governador se comprometeu com nossas propostas. Alguns candidatos a deputado federal e ao Senado vinham se comprometendo, mas isso também perdeu velocidade nos últimos dias. Então, ao ocupar o centro das atenções em um momento importante como este das eleições gerais, essa discussão que tomou conta de grande parte da imprensa e que nos obriga a escolher discutir a integridade das instituições em vez de um projeto de país, acaba afastando outros temas. Incluindo a própria questão do financiamento da ciência. A questão é que temos pela frente um curto período pré-eleitoral ao fim do qual escolhas terão que ser feitas sem que tenhamos respostas para problemas que afetam a vida de todos. Para não falar que, ao monopolizar a agenda, esta crise evidencia uma situação muito complicada para toda a comunidade científica, que é a disputa de versões. Agência Brasil: Mas, considerando a gravidade das suspeitas e dos fatos que têm vindo a público, que a situação poderia ser diferente? Há como discutirmos outros temas sem deixar de lado a necessária fiscalização dos Poderes? Francilene: Enquanto entidade científica, não nos cabe fazer julgamento prévio de processos investigativos em andamento. Tal como, creio eu, não cabe a nenhum indivíduo. Este, inclusive, foi o tema da nota que a SBPC, a Academia Brasileira de Ciências e (ABC) e várias entidades científicas tornaram pública na semana passada. Há de se cumprir o rito processual, garantindo o amplo direito à defesa. É fundamental entendermos que a integridade das instituições, os legítimos protocolos definidos na Constituição Federal, precisam ser respeitados e cumpridos dentro dos prazos legais. Complicado é quando começamos a ver vazamentos de informações em prol de interesses específicos, particulares. E quando esses acabam ocupando a centralidade do debate público, esvaziando a discussão de temáticas importantes. Agência Brasil: Além dos investimentos em educação, ciência e tecnologia e da regulamentação da exploração das terras raras, quais outros temas a SBPC vê como centrais para o Brasil? Francilene: Uma discussão que já vinha ocupando espaço na mídia diz respeito aos impactos da crise climática, que já é uma realidade. Temos que continuar discutindo o impacto do aquecimento para a vida no planeta, especialmente para o Brasil e para nossos biomas. Estamos todos testemunhando o aumento dos eventos climáticos extremos. Temos que seguir discutindo e adotando medidas para [conter] os impactos. Inclusive, no caso brasileiro, para a agroindústria. Associado a isso, de maneira muito direta, há a questão de novas crises sanitárias pandêmicas. Sabemos que isso ocorrerá, só não quando. É preciso discutir como o Brasil, em particular o Sistema Único de Saúde (SUS) está se preparando para isso. Precisamos melhorar as imunizações. E, para isso, vamos ter que discutir e rever estratégias, pois sabemos que uma parte da população nega a importância das vacinas. Além disso, quando olhamos para as transformações digitais e para os [prováveis] impactos da inteligência artificial, é preciso nos perguntarmos qual espécie de soberania o Brasil está construindo para a próxima década. São temas fundamentais que deveriam estar no centro do debate político eleitoral e ainda não estão. Até porque, como disse antes, a ciência também ainda não chegou à pauta das discussões entre os candidatos nessas eleições. Agência Brasil: Por quê? A classe política não está sabendo avaliar e pautar os temas que importam para o futuro do país? Francilene : Provavelmente não. Esta é uma grande preocupação para a comunidade científica. Por exemplo, lançando um olhar para daqui a pouco mais de dez anos, quando estaremos próximos de ter mais pessoas acima dos 60 anos de idade do que na faixa etária produtiva, nos perguntamos que espécie de soberania e autonomia teremos construído para o Brasil? O país vai voltar a ser um país colônia, [exclusivamente] exportador de matéria-prima? Será isso que a população quer? Parte da própria classe política parece nos dar uma demonstração de estar um pouco alheia aos debates fundamentais para o futuro do país. Tudo isso preocupa muito a comunidade científica.
Mapeamento do data8 revela diferenças regionais na implementação do programa Seu Voto Importa , voltado para atender eleitores brasileiros com deficiência ou mobilidade reduzida, que não dispõem de meios próprios para chegar ao local de votação – entre eles, pessoas idosas com dificuldade de deslocamento. A iniciativa alcança mais de 300 municípios em São Paulo e 358 em Minas Gerais, mas estados como Amazonas e Mato Grosso do Sul, por exemplo, não implementaram o programa. Notícias relacionadas: Justiça preserva direito de idosos a passagens interestaduais . TRE de Alagoas lança HQ para orientar idosos contra desinformação. Aumento do eleitorado idoso pauta campanhas, mas abstenção é desafio. Outro problema identificado pelo mapeamento é que as ações dirigidas aos eleitores com mais de 70 anos, faixa etária para a qual o voto é facultativo, são pontuais e nem sempre esse público é informado de maneira clara das possibilidades de solicitar o serviço, cujo prazo expira nesta segunda-feira (14) . Criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir da Resolução 23.753/2026, o Seu Voto Importa estabelece as diretrizes para a oferta do serviço pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A norma inclui os idosos entre as pessoas com mobilidade reduzida quando essa condição dificulta ou impede o deslocamento por meios próprios. Para o primeiro turno, a solicitação pode ser feita pela própria pessoa – ou por curador, apoiador ou procurador –, presencialmente no cartório eleitoral ou pelos canais disponibilizados por cada TRE. Os pedidos são avaliados individualmente, considerando fatores como grau de limitação funcional, existência de transporte público acessível e distância entre a residência e o local de votação. O transporte pode incluir os trajetos de ida e volta entre a residência e a seção eleitoral e, quando necessário ao exercício do voto, um acompanhante. A disponibilidade do serviço e as informações sobre o transporte devem ser confirmadas ao eleitor até 48 horas antes da votação. A oferta está condicionada às possibilidades materiais, orçamentárias e financeiras dos tribunais – com prioridade para situações de maior vulnerabilidade. Para Cléa Klouri, fundadora do data8 e coordenadora do mapeamento que integra o Movimento Voto 70+, a criação de uma política nacional que reconheça e busque remover barreiras concretas de acesso às urnas representa um avanço. Um dos problemas identificados pelo data8 está na linguagem. Embora a resolução inclua idosos no conceito de mobilidade reduzida quando houver dificuldade ou impedimento para o deslocamento por meios próprios, uma pessoa de 75 ou 80 anos pode não se identificar espontaneamente com essa classificação. De acordo com análise do data8, embora as dificuldades de deslocamento e acesso à informação atinjam a população idosa de maneira geral – comprometendo o exercício do voto –, a partir dos 70 anos surge uma questão adicional: o voto passa a ser facultativo. Nesse grupo, remover a barreira física para chegar à urna não basta, necessariamente, para estimular a participação. Segundo Cléa Klouri, o mapeamento identificou uma abstenção muito grande das pessoas acima de 70 anos nas últimas eleições. “Fizemos uma campanha desde o início do ano para incentivar essas pessoas a votarem. Uma das razões é que pessoas a partir dessa idade acabam se sentindo um pouco invisibilizadas, acham que seu voto não tem mais importância, que ninguém mais quer saber sua opinião. Com toda a experiência que tiveram, elas têm muito a contribuir para o país”, explicou. Atualmente o país conta com cerca de 16 milhões de idosos com mais de 70 anos, 10,6% do total de eleitores aptos . Dos 25 milhões de brasileiros que não foram às urnas em 2022, 8 milhões faziam parte desse grupo, registrando quase 60% de abstenção.
14 Sep 2026, 13:41 GMTAlex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Termina nesta segunda-feira (14) o prazo para eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e que não dispõem de meios próprios para chegar ao local de votação pedirem à Justiça Eleitoral transporte especial individual e gratuito para o primeiro turno das eleições de 2026. O benefício é assegurado pelo Programa Seu Voto Importa, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instituiu em fevereiro deste ano, por intermédio da Resolução nº 23.753/2026 . E contempla também população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes de quilombos e de demais comunidades tradicionais. Notícias relacionadas: TSE rejeita por unanimidade o registro de candidatura de Pablo Marçal. TSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da República. Justiça Eleitoral se aproxima de indígenas na Raposa Serra do Sol. O transporte especial individual gratuito é destinado a eleitoras e eleitores que não disponham de meios próprios para comparecer ao local de votação. Quando necessário, o serviço poderá garantir o deslocamento de ida e volta entre a residência e o local de votação e incluir acompanhante indicado pelo eleitor, caso esse apoio seja indispensável para o exercício do voto. A iniciativa não substitui a obrigação do Poder Público de garantir transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito nos dias de votação. Segundo o texto da resolução assinada pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, o Programa Seu Voto Importa integra o conjunto de ações de acessibilidade promovidas pela Justiça Eleitoral para promover a inclusão no processo eleitoral, assegurando condições de igualdade para todos os cidadãos e cidadãs aptas a votar exercerem o direito de voto. Como pedir A solicitação deve ser feita até o fim do dia, pelo próprio eleitor ou eleitora, bem como por seus curadores, apoiadores ou procuradores. Pode ser formalizada presencialmente, em um cartório eleitoral, ou por meio dos canais de atendimento disponibilizados e divulgados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado. O serviço abrange pessoas com deficiência – ou seja, com impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial – bem como cidadãos com mobilidade reduzida, categoria que inclui idosos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e obesos. Quem tiver dificuldade para exercer o direito ao voto ou a outros direitos eleitorais também pode procurar uma unidade da Defensoria Pública da União (DPU) e receber orientação jurídica gratuita. “Garantir o direito ao voto também significa remover as barreiras que podem impedir uma pessoa de chegar à seção eleitoral. Essa parceria busca assegurar que pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e integrantes de comunidades indígenas e quilombolas tenham condições concretas de participar das eleições. Por isso, é importante ficar atento ao prazo e solicitar o transporte dentro do período previsto”, destaca o defensor público federal Vinícius Diniz, coordenador do Núcleo Estratégico de Interiorização Eleitoral (NEIE). Acessibilidade Dados do TSE mostram que o eleitorado com alguma deficiência aumentou quase 14 vezes (ou 1.290%) no espaço de 16 anos, saltando de 141.690, em 2010, para os atuais quase 2 milhões. A fim de facilitar e/ou permitir que esses cidadãos exerçam seu direito ao voto, a Justiça Eleitoral implementou outras iniciativas além do transporte especial gratuito. Este ano, por exemplo, as eleições contarão com novidades nas urnas eletrônicas. Segundo o TSE, uma nova fonte tipográfica – a Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute –, mais legível, facilitará a leitura para pessoas com deficiência visual. Além disso, uma barra de progresso fixa na parte superior da tela orientará o eleitor durante todas as etapas da votação, tornando o processo mais intuitivo. Recursos de acessibilidade que já vinham sendo empregados também foram ampliados. Caso dos intérpretes de Libras, que além de informar o cargo em votação, passam a indicar situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda. As iniciativas de acessibilidade também incluem a ampliação dos intérpretes de Libras empregados para sinalizar votos em branco e nulos; o livre ingresso e a permanência de cães-guia nos locais de votação e o treinamento dos mesários, com foco em assegurar atendimento preferencial a grupos específicos, como as pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (14) inclui reuniões, encontros e atividades de campanha em diferentes estados. Augusto Cury (Avante) Às 10h30, participa do III Congresso da Associação Paulista de Saúde Integrativa e Bem-Estar (APIBEM), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na capital paulista. O candidato receberá uma homenagem e terá um momento de fala no evento. Às 12h, participa de almoço com empresários no Café Journal, em São Paulo. Às 15h, participa de reunião na Assembleia de Deus no Brás, também na capital paulista. Clariana Barão (DC) Às 10h, participa de entrevista ao vivo na rádio Metrópole FM Cuiabá, 105,9 FM. Às 15h, grava entrevista para a MidiaNews, em Cuiabá. Edmilson Costa (PCB) A agenda prevista para esta segunda-feira (14), no litoral norte de São Paulo, foi cancelada em razão das condições climáticas. Flávio Bolsonaro (PL) Às 16h30, participa de moto-carreata em Belém (PA). Às 18h, faz comício no Complexo Turístico Ver-o-Rio, em Umarizal, Belém (PA). Hertz Dias (PSTU) Às 11h, concede entrevista ao Café Quente Podcast. Às 12h30, participa de entrevista à TV Cidade (TV Record). Às 14h30, tem entrevista ao UQ Podcast. Às 17h, faz panfletagem no comércio da Rua Grande. Às 18h30, entrevista à TV Band. Todos os compromissos ocorrem em São Luís (MA). Renan Santos (Missão) Às 20h, participa de encontro de presidenciáveis organizado pela Mathias TV, em São Paulo. Ronaldo Caiado (PSD) Às 20h, participa de encontro de presidenciáveis organizado pela Mathias TV, em São Paulo. Rui Costa Pimenta (PCO) Às 18h, tem reunião com candidatos de Mato Grosso do Sul. Romeu Zema (Novo) Às 20h, participa de encontro de presidenciáveis organizado pela Mathias TV. Samara Martins (UP) Às 7h, faz panfletagem Move Tamoios (Av. Paraná, 301). Às 12h, participa de panfletagem com trabalhadores na Vilma. Às 16h, panfletagem e agitação na Praça Sete. Às 19h, tem reunião com Comunicados Eclesiais de Base. Todos os compromissos ocorrem em Belo Horizonte (MG). Wilson Grassi (Democrata) Às 18h, concede entrevista ao vivo à Rádio Líder FM de Pernambuco. O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não divulgou agenda de campanha até o momento desta publicação. A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética. *Colaborou Isabela Vieira, Guilherme Jeronymo e Andreia Verdélio.
A agenda dos candidatos à Presidência da República neste fim de semana incluiu atos de campanha, caminhadas, reuniões, entrevistas e gravações para programas de televisão. Entre os temas abordados estiveram as investigações envolvendo o Banco Master, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), segurança pública, combate à corrupção e propostas para jovens. >> Veja como foi o fim de semana dos presidenciáveis: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Em Curitiba, no sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo vazamento seletivo de investigações com fins eleitoreiros. Ele também comentou o levantamento do sigilo de processos relacionados ao Banco Master. "Eu pedi pra liberar todo o processo, vamos deixar nu pra saber quem é que está por trás disso", afirmou. "Vamos deixar às claras, para ver quem é ladrão e corrupto nesse país. Estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade", completou. O presidente também citou reportagens sobre a relação entre empresas do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", investigado por participação em fraudes contra aposentados e pensionistas. No ato, Lula também destacou ações de combate à corrupção em seu governo e citou as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "Nós descobrimos a quadrilha, vários deles já estão na cadeia, já apreendemos R$ 6 bilhões de patrimônio deles e já devolvemos R$ 3,5 bilhões aos aposentados. Todos receberam de volta", afirmou. No domingo (13), Lula não teve agenda pública durante o dia. Às 18h, participou de uma reunião online com militantes e comunicadores, encerrando o "Dia 13 com Lula", mobilização de apoiadores realizada em diferentes partes do país. Augusto Cury (Avante) O candidato Augusto Cury cumpriu agenda em São Paulo no sábado (12) e no domingo (13). No sábado, esteve em Barueri e se reuniu com médicos. No domingo, caminhou pelo Mercado Municipal de São Paulo, no centro da capital, onde apresentou propostas a comerciantes e frequentadores. Vestido com uma camiseta com os dizeres "Nem Picanha, nem fuzil", Cury criticou casos de corrupção e os recentes acontecimentos envolvendo o STF. O candidato, que é médico psiquiatra, afirmou que a política brasileira "parece um manicômio" e se apresentou como alternativa à chamada "velha política". "Eu quero ser a transição", afirmou, ao defender medidas de apoio a famílias endividadas. À tarde, Cury gravou programas de televisão e, no início da noite, participou de evento para jovens no Autódromo de Interlagos. Clariana Barão (DC) A candidata Clariana Barão não teve compromissos oficiais de campanha neste domingo (13). Edmilson Costa (PCB ) Não houve informação de agenda pública do candidato neste fim de semana. Flávio Bolsonaro (PL) O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda no sábado (12) em Cabo Frio, Magé, Campos dos Goytacazes e Itaperuna, no Rio de Janeiro. Durante os atos, deu destaque a propostas voltadas aos jovens, como a possibilidade de obter carteira de motorista a partir dos 16 anos, programas de empreendedorismo e redução da maioridade penal em determinados casos. "Aqueles vagabundinhos que se escondem atrás da idade para cometer crimes bárbaros, vão pagar, vão ficar presos", afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais. Em Cabo Frio, o candidato defendeu a flexibilização de regras ambientais para facilitar a instalação de grandes empreendimentos, que, segundo ele, poderiam estimular o turismo e a geração de empregos. Flávio também disse que, caso eleito, indicará para o STF "homens e mulheres contra o aborto, contra as drogas e que respeitem a Constituição". Ele voltou a defender medidas como o perdão aos condenados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, o aumento de penas para crimes violentos e a castração química de condenados por estupro e abuso de mulheres e crianças. A agenda prevista para domingo (13), em cidades do interior de São Paulo, foi cancelada em razão das fortes chuvas na região. Hertz Dias (PSTU) O candidato Hertz Dias não teve agenda pública de campanha neste domingo (13). No sábado (12), esteve em Jaboatão dos Guararapes (PE), onde concedeu entrevista à rádio Projeção FM e participou de panfletagem. Renan Santos (Missão) Não houve informação de agenda pública do candidato no fim de semana. Ronaldo Caiado (PSD) Depois de três dias afastado da campanha, o candidato Ronaldo Caiado deixou neste domingo (13) o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde estava internado desde quinta-feira (10). O governador de Goiás foi diagnosticado com pneumonia. Rui Costa Pimenta (PCO) Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. Romeu Zema (Novo) Não houve informação de agenda pública do candidato neste fim de semana. Samara Martins (UP) Não houve informação de agenda pública da candidata neste fim de semana. Wilson Grassi (Democrata) O candidato Wilson Grassi realizou reunião com a equipe de planejamento neste domingo (13), em São Paulo. A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética. * Colaboraram Isabela Vieira (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo).