14 Sep 2026, 19:33 GMTAndré Richter - Repórter da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira (15), que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h. Notícias relacionadas: STF confirma transmissão pela internet de sessão sobre Moraes. Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Vorcaro. Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros. O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro. Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão. O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco. Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet.
14 Sep 2026, 19:22 GMTAndré Richter – Repórter da Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou há pouco que a sessão da Corte que vai analisar as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. A Corte também adotou medidas de segurança durante o julgamento, que está previsto para começar às 10h desta terça-feira (15). Notícias relacionadas: STF: Gilmar Mendes sugere adiar sessão sobre conduta de Moraes. Presidente do STF assume relatoria de processo sobre Moraes e Vorcaro. As vagas no plenário serão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do STF. A entrada do plenário contará com detectores de metais e equipamento de raio-X e todos as pessoas deverão passar pelos procedimentos de segurança. O uso de celulares durante a sessão será proibido, e os aparelhos deverão ser lacrados na entrada do plenário. O trânsito na Esplanada dos Ministérios será interditado na altura do Congresso Nacional. Clique aqui e leia mais sobre a crise no STF . Entenda No início deste mês, o ministro André Mendonça, então relator do caso Master, informou a Edson Fachin que a PF encontrou mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro e disse que é necessário que o plenário decida sobre a abertura de investigação . Após a divulgação do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro. No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. Matéria ampliada às 16h58
14 Sep 2026, 16:57 GMTFelipe Pontes – Repórter da Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo , a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo. Notícias relacionadas: Ex-ministros e sociedade civil divulgam carta em apoio a Fachin . Mendonça cita risco às investigações com dados de celular de Vorcaro. Dino determina fim do sigilo de investigações sobre o filme Dark Horse. Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes . Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 investigações derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. Julgamento No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros. A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório , devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, Mendonça não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. Reação Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro .
14 Sep 2026, 12:47 GMTFelipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a retirada do sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. O parecer da PGR foi produzido em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que em ofício ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro. Notícias relacionadas: Presidente do STF assume relatoria de processo sobre Moraes e Vorcaro. Mendonça levanta sigilo de quase 40 processos no STF. STF: Gilmar Mendes sugere adiar sessão sobre conduta de Moraes. Antes de decidir, Fachin requereu o parecer da PGR, para quem o sigilo deve ser retirado para que se “possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”, diz a manifestação assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hidenburgo Chateaubriand Filho. O vice-PGR fez referência ao julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do Supremo deverá analisar se abre ou não uma investigação contra Moraes. Até o momento, o STF levantou o sigilo de 53 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. Essa última petição sobre os pagamentos do ex-banqueiro, contudo, segue em segredo. Em sua manifestação, a PGR informou que sequer sabia da existência desse processo, que “não aparece visível à PGR no sistema do STF”, diz o parecer. Julgamento No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate direto entre os ministros. A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido ao que diz ser irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. Reação Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.
A agenda dos candidatos à Presidência da República neste fim de semana incluiu atos de campanha, caminhadas, reuniões, entrevistas e gravações para programas de televisão. Entre os temas abordados estiveram as investigações envolvendo o Banco Master, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), segurança pública, combate à corrupção e propostas para jovens. >> Veja como foi o fim de semana dos presidenciáveis: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Em Curitiba, no sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo vazamento seletivo de investigações com fins eleitoreiros. Ele também comentou o levantamento do sigilo de processos relacionados ao Banco Master. "Eu pedi pra liberar todo o processo, vamos deixar nu pra saber quem é que está por trás disso", afirmou. "Vamos deixar às claras, para ver quem é ladrão e corrupto nesse país. Estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade", completou. O presidente também citou reportagens sobre a relação entre empresas do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", investigado por participação em fraudes contra aposentados e pensionistas. No ato, Lula também destacou ações de combate à corrupção em seu governo e citou as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "Nós descobrimos a quadrilha, vários deles já estão na cadeia, já apreendemos R$ 6 bilhões de patrimônio deles e já devolvemos R$ 3,5 bilhões aos aposentados. Todos receberam de volta", afirmou. No domingo (13), Lula não teve agenda pública durante o dia. Às 18h, participou de uma reunião online com militantes e comunicadores, encerrando o "Dia 13 com Lula", mobilização de apoiadores realizada em diferentes partes do país. Augusto Cury (Avante) O candidato Augusto Cury cumpriu agenda em São Paulo no sábado (12) e no domingo (13). No sábado, esteve em Barueri e se reuniu com médicos. No domingo, caminhou pelo Mercado Municipal de São Paulo, no centro da capital, onde apresentou propostas a comerciantes e frequentadores. Vestido com uma camiseta com os dizeres "Nem Picanha, nem fuzil", Cury criticou casos de corrupção e os recentes acontecimentos envolvendo o STF. O candidato, que é médico psiquiatra, afirmou que a política brasileira "parece um manicômio" e se apresentou como alternativa à chamada "velha política". "Eu quero ser a transição", afirmou, ao defender medidas de apoio a famílias endividadas. À tarde, Cury gravou programas de televisão e, no início da noite, participou de evento para jovens no Autódromo de Interlagos. Clariana Barão (DC) A candidata Clariana Barão não teve compromissos oficiais de campanha neste domingo (13). Edmilson Costa (PCB ) Não houve informação de agenda pública do candidato neste fim de semana. Flávio Bolsonaro (PL) O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda no sábado (12) em Cabo Frio, Magé, Campos dos Goytacazes e Itaperuna, no Rio de Janeiro. Durante os atos, deu destaque a propostas voltadas aos jovens, como a possibilidade de obter carteira de motorista a partir dos 16 anos, programas de empreendedorismo e redução da maioridade penal em determinados casos. "Aqueles vagabundinhos que se escondem atrás da idade para cometer crimes bárbaros, vão pagar, vão ficar presos", afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais. Em Cabo Frio, o candidato defendeu a flexibilização de regras ambientais para facilitar a instalação de grandes empreendimentos, que, segundo ele, poderiam estimular o turismo e a geração de empregos. Flávio também disse que, caso eleito, indicará para o STF "homens e mulheres contra o aborto, contra as drogas e que respeitem a Constituição". Ele voltou a defender medidas como o perdão aos condenados pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, o aumento de penas para crimes violentos e a castração química de condenados por estupro e abuso de mulheres e crianças. A agenda prevista para domingo (13), em cidades do interior de São Paulo, foi cancelada em razão das fortes chuvas na região. Hertz Dias (PSTU) O candidato Hertz Dias não teve agenda pública de campanha neste domingo (13). No sábado (12), esteve em Jaboatão dos Guararapes (PE), onde concedeu entrevista à rádio Projeção FM e participou de panfletagem. Renan Santos (Missão) Não houve informação de agenda pública do candidato no fim de semana. Ronaldo Caiado (PSD) Depois de três dias afastado da campanha, o candidato Ronaldo Caiado deixou neste domingo (13) o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde estava internado desde quinta-feira (10). O governador de Goiás foi diagnosticado com pneumonia. Rui Costa Pimenta (PCO) Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. Romeu Zema (Novo) Não houve informação de agenda pública do candidato neste fim de semana. Samara Martins (UP) Não houve informação de agenda pública da candidata neste fim de semana. Wilson Grassi (Democrata) O candidato Wilson Grassi realizou reunião com a equipe de planejamento neste domingo (13), em São Paulo. A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética. * Colaboraram Isabela Vieira (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo).