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16 Sep 2026, 10:20 GMT Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

Aproximadamente R$ 153 milhões recuperados de esquemas de corrupção retornarão aos cofres públicos do estado do Rio de Janeiro , após ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Do total, R$ 114 milhões irão para segurança pública, incluindo a aquisição de veículos blindados. Os R$ 39 milhões restantes serão destinados à Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro . A liberação foi obtida por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ). Os valores já estão disponíveis para uso. Notícias relacionadas: Operação cumpre mandados contra esquema que lavava dinheiro do CV. De acordo com o procurador-geral do Estado do Rio, Bruno Dubeux, os retorno desses recursos demonstra a relevância do trabalho conjunto das instituições, em defesa dos interesses do estado. "A atuação coordenada é fundamental para proteger o patrimônio público e assegurar que os recursos sejam destinados a áreas estratégicas, em benefício da sociedade fluminense.” Outras ações No início deste mês, a PGE-RJ obteve vitória em uma ação que permitiu ao estado a reaver recursos relacionados a ilícitos que causaram prejuízos à saúde pública. Os valores estavam depositados à disposição da Justiça Federal desde 2021. Foi a primeira vez que o estado conseguiu obter o levantamento de recursos nessa unidade judicial, onde tramitam outros processos de grande relevância envolvendo irregularidades na área da saúde. Em junho deste ano, a PGE-RJ anunciou a recuperação de R$ 70 milhões, por meio de acordos de delação premiada e de leniência firmados no âmbito de ações da Operação Lava Jato. Esse montante estava travado na Justiça desde 2024.

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16 Sep 2026, 09:54 GMT Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

O Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Niterói condenou, nesta terça-feira (15), Uilian Anderson Silva a 42 anos de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio de sua companheira, Elizabeth de Lima Mendonça. O crime ocorreu em janeiro de 2025, dentro da casa do casal, no bairro de Icaraí, em Niterói, região metropolitana do Rio. Os jurados concluíram que Elizabeth foi morta por razões relacionadas à sua condição de mulher . Notícias relacionadas: Irmã de PM suspeito de feminicídio é investigada e está foragida. Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes . Justiça do Rio condena músico a 28 anos de prisão por feminicídio. De acordo com a sentença, a vítima, de 46 anos, foi atacada ao manifestar a intenção de se separar após quase 20 anos de convivência. A Justiça considerou que o réu atacou a vítima com golpes de faca no pescoço e a deixou agonizando, sem prestar socorro. O laudo apontou lesões graves, incluindo ferimentos compatíveis com degolamento. Os jurados também reconheceram o emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima. Na sentença, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, que presidiu a sessão, destacou a brutalidade do crime e considerou que o ataque ocorreu quando a vítima estava desarmada e sem possibilidade de receber ajuda. Além da pena privativa de liberdade, a sentença condenou o réu ao pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à família da vítima.

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16 Sep 2026, 01:01 GMT Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil

O Brasil deve ampliar a regulação de plataformas digitais e a fiscalização do compartilhamento de conteúdos feitos com Inteligência Artificial. Foi o que defenderam as pesquisadoras Fernanda Rodrigues, diretora executiva do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS) e Larissa Santiago, cofundadora da plataforma de comunicação independente Blogueiras Negras. Durante o webinário Tecnologias, IA e Eleições, promovido pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras nesta terça-feira (15), Fernanda Rodrigues chamou atenção para o funcionamento dos algoritmos de recomendação, que, segundo ela, fazem com que as plataformas determinem quais conteúdos serão apresentados aos usuários. “É preciso uma regulação mínima que assegure que as pessoas possam optar por não receber conteúdos padronizados e que assegure que os mecanismos de recomendação não tenham vieses discriminatórios”, disse. Inteligência Artificial Sobre a Inteligência Artificial, as pesquisadoras afirmaram que o desenvolvimento dessa tecnologia não tem sido pautado pelas demandas da sociedade e que as grandes empresas de tecnologia monopolizam o debate sobre o assunto. Larissa Santiago afirmou que, em comparação com outros países, o Brasil tem um bom sistema regulatório de IA. Mas que é preciso aumentar a fiscalização e, principalmente, a educação midiática. “As pessoas não conseguem entender a diferença entre uma pessoa real e uma pessoa criada pela IA. É preciso educar a população”, disse. IA nas eleições Ao citar o processo que levou ao impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, Larissa Santiago mencionou a circulação de imagens e notícias distorcidas. O processo de impeachment ocorreu em 2016, antes da popularização das ferramentas atuais de inteligência artificial generativa. Larissa afirmou que a tecnologia de IA potencializa a violência política de gênero e raça com o uso de desinformação e deepfakes. “A gente viu isso com a presidenta Dilma. As imagens distorcidas, as notícias distorcidas, até chegar ao golpe”, disse.

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16 Sep 2026, 00:56 GMT Lincoln Chaves - Repórter da EBC

A seleção masculina de vôlei estreou com triunfo no Campeonato Sul-Americano da modalidade, que classifica o campeão à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos). Nesta terça-feira (15), os brasileiros venceram o Chile por 3 sets a 0 , parciais de 25/23, 25/16 e 25/11, em uma hora e 20 minutos de partida. Notícias relacionadas: Brasil é campeão do Pré-Olímpico e garante vaga em Los Angeles 2028. Fluminense leva susto, mas é 1º classificado à semi da Libertadores. Apoiado pela EBC, evento debate desenvolvimento do futebol feminino. A competição ocorre no Rio de Janeiro, com os todos os jogos no Maracanãzinho. São seis participantes: Brasil, Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia e Venezuela. As seleções jogam entre si ao longo de cinco rodadas, sendo campeã a que fizer melhor campanha. As vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 valem três pontos. Se o triunfo for por 3 a 2, a equipe ganhadora soma dois pontos e a que perder faz um ponto. Pressionado após a má campanha na Liga das Nações, em que ficou fora da fase final pela primeira vez desde a criação do torneio, em 2018, o Brasil quase se complicou no primeiro set, encontrando dificuldades para abrir distância. Nas demais parciais, os brasileiros fizeram valer a superioridade e venceram sem maiores problemas. O ponteiro Adriano, com 13 pontos, comandou a vitória da seleção comandada por Bernardinho, que ainda teve o oposto Bryan, maior pontuador da última edição da Superliga Masculina, anotando 11 pontos. O central Judson, por sua vez, fez nove pontos, sendo três deles de bloqueio. O Brasil volta a quadra nesta quarta-feira (16), novamente às 20h (horário de Brasília), para encarar a Bolívia. No mesmo horário, mas na quinta-feira (17), o adversário será a Colômbia. No sábado (19), às 11h, os brasileiros enfrentam a Venezuela. A participação chega ao fim no domingo (20), às 10h, diante da Argentina.

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16 Sep 2026, 00:30 GMT Agência Brasil

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.058 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (15). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 102 milhões para o próximo sorteio. Os números sorteados foram: 14 - 23 - 53 - 56 - 57 - 60 49 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 53.305,58 cada 3.632 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.185,42 cada Apostas Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (17), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

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16 Sep 2026, 00:25 GMT Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

Dos 272 projetos que tramitam no Congresso Nacional que afetam diretamente os direitos dos povos indígenas, 146 (54%) são desfavoráveis a essas comunidades tradicionais. Essa é uma das conclusões de um levantamento divulgado, na tarde desta terça (15), pelo Conselho Indígena Missionário (Cimi). A avaliação aponta ainda que, dessas propostas consideradas negativas, 125 dizem respeito aos direitos territoriais. Os dados ficaram disponíveis pelo Cimi na plataforma denominada “ Congresso Antindígena ”. Aumento Secretário executivo do Cimi, Luís Ventura. Foto: Cimi/Divulgação Notícias relacionadas: Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras. De acordo com o secretário executivo do Cimi, Luís Ventura, os números levantados confirmam que o Congresso tem um comportamento contrário aos direitos constitucionais dos povos indígenas. Essa configuração teve um aumento relevante, segundo ele, nas últimas duas legislaturas. “Na última legislatura, de 2023 para cá, foram 83 proposições legislativas contrárias aos direitos dos povos indígenas protocoladas na Câmara dos Deputados ou no Senado”, disse em entrevista à Agência Brasil. Entre as iniciativas negativas para os povos indígenas, o secretário do Cimi cita tentativas de instalar o Marco temporal, de abertura dos territórios à exploração econômica por terceiros, de reduzir as possibilidades de demarcação e até de levar a atribuição da demarcação para o Congresso Nacional e não para o Executivo, que é o que estabelece a Constituição. O secretário do Cimi acrescenta que há uma intensificação dos votos dos parlamentares contrários aos interesses dos indígenas no país. Por isso, há uma preocupação da entidade com o futuro. “É evidente que nós estamos preocupados caso o Congresso Nacional não tenha uma reconfiguração. Ao mesmo tempo, nós queremos lançar esta plataforma justamente para colocar esse problema diante da sociedade”. Votos contrários A iniciativa do Cimi sistematizou os votos e resultados de 110 votações nominais ocorridas no Senado, na Câmara e em sessões conjuntas do Congresso Nacional nas duas últimas legislaturas, entre janeiro de 2019 e junho de 2026. Foram avaliadas 98 votações de proposições com impacto direto sobre os direitos dos povos indígenas e 12 com impacto indireto. De um total de 41.391 votos analisados, foram computados 27.965 desfavoráveis aos direitos indígenas (67,6%) e 13.081 favoráveis (31,6%), além de 345 (0,8%) votos considerados neutros, como abstenções. A plataforma vai permanecer ativa depois das eleições também e passará a expor as ações dos parlamentares ao público. O objetivo é colocar diante da sociedade quais são os partidos políticos, deputados, senadores e bancadas, que, sistematicamente, estão trabalhando contra os direitos constitucionais dos povos indígenas. Andamento Ventura explica que uma das questões que a plataforma traz também é que as proposições legislativas contra direitos territoriais têm um andamento mais ágil do que as propostas favoráveis, que são principalmente relacionadas a políticas públicas como educação, saúde, direitos sociais e culturais. O secretário do Cimi argumenta que a garantia dos direitos constitucionais dos indígenas deve ser pauta de toda a sociedade e não apenas das comunidades tradicionais. “A proteção aos territórios indígenas gera um resultado evidente para a proteção da biodiversidade. E isso, efetivamente, é algo do qual toda a sociedade se beneficia”. Outro sentido é a ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, que significaria impactos contra direitos fundamentais da Constituição. “Quando se atinge um direito fundamental, outros podem ser atingidos da mesma forma”. Esses impactos gerados pelo Congresso, na avaliação do Cimi, estão espalhados por todas as regiões. “O resultado final deste comportamento do Congresso Nacional é que, de um lado, as demarcações de terras indígenas são travadas, e, por outro lado, os territórios vão ser abertos à exploração econômica”. Não haver demarcação dos territórios elevaria, nessa concepção, a chance de violência direta contra os povos indígenas. “Isso não pode ser naturalizado pela sociedade brasileira. E, para não ser naturalizado, a gente precisa transformar esse congresso que está aí”. Ameaça no Jequitinhonha A cerca de mil quilômetros do Congresso Nacional, a liderança indígena Cleonice Pankararu, de 59 anos, está bastante preocupada com as decisões dos parlamentares em Brasília. Ela vive em uma pequena comunidade (de 30 famílias) chamada Aldeia Cinta Vermelha de Jundiba, na área rural de Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha. Ela relata sofrer ameaças por conta da busca por direitos e ao denunciar a exploração de minérios na região, particularmente o lítio. Inclusive, em 2023, foi até a sede da ONU, em Genebra (Suíça), para relatar as dificuldades e a violência. Atualmente, Cleonice tem sido atendida por programa de proteção. “O nosso território ainda precisa ser demarcado e nós estamos correndo risco devido aos grandes empreendimentos na região”, explicou, em entrevista por telefone. “Sabemos que a maioria dos deputados e senadores não estão preocupados com os povos indígenas”. No dia a dia, Cleonice lamenta que, além dos riscos à segurança, os filhos e netos não têm a vida que ela teve na infância. Banhar-se no rio Jequitinhonha e admirar os animais na mata na confluência de Cerrado e Caatinga. Com o desmatamento provocado por empresas e grileiros, tudo está diferente. “Tinha mata, frutas, rio limpo e muito peixe. A gente não pesca mais” A monocultura do eucalipto nesta região semiárida sofreu impacto, segundo explica. Pequi e mangaba desapareceram. Até as plantas medicinais que a comunidade utilizava sumiram. “A gente precisa estar atento e denunciar”.

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16 Sep 2026, 00:19 GMT Agência Brasil*

A agenda dos candidatos à presidência da República nesta terça-feira (15) incluiu entrevistas e participação em podcasts, manifestações e atos políticos. >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis: Ronaldo Caiado (PSD) O candidato Ronaldo Caiado cumpriu agenda na cidade de Aparecida de Goiânia (GO), onde fez comício de campanha. Notícias relacionadas: Em carta aos candidatos, Fenaj pede valorização dos jornalistas. Ciência ainda não foi lembrada na campanha eleitoral, diz SBPC. Campanha incentiva voto de quem tem mais de 70 anos. Nas redes sociais, Caiado disse que, se eleito, pretende implantar novos critérios para indicação de ministros do STF, como idade mínima de 60 anos, quarentena de quatro anos para voltar à profissão e de oito anos para disputar cargo político. Ele afirmou ainda que pretende indicar quatro mulheres para a Corte. Rui Costa Pimenta (PCO) O candidato Rui Costa Pimenta participou de programa na Rádio Causa Operária e concedeu entrevista ao Canal do Galo Preto. Samara Martins (UP) A candidata Samara Martins cumpriu agenda de campanha em Porto Alegre (RS). Na cidade, participou de café da manhã na Ocupação Sepé Tiaraju, próxima ao centro da cidade. Samara Martins também fez panfletagem no Restaurante Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e de ato em frente ao Ministério Público. Ela fez comício no centro de Gravataí (RS). Wilson Grassi (Democrata) O candidato não teve agenda pública de campanha. Augusto Cury (Avante) O candidato Augusto Cury esteve na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e participou da ação “Cury Fala, Brasil Escuta”, onde público relatou problemas ao candidato. Clariana Barão (DC) A candidata Clariana Barão passou o dia em Brasília. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a candidata lamentou a crise no STF que, segundo ela, tira a atenção do debate eleitoral. Edmilson Costa (PCB) O candidato Edmilson Costa esteve nesta terça-feira (15), em Campinas (SP), onde realizou panfletagem no CAPS Reviver e no centro da cidade. Flávio Bolsonaro (PL) Em Fortaleza, o candidato Flávio Bolsonaro reuniu-se com aliados e participou de ato de campanha. Nas redes sociais, o candidato criticou a crise no STF e defendeu políticas na área de segurança pública e o fim da reeleição. Hertz Dias (PSTU) Em São Luís (MA), o candidato Hertz Dias reuniu-se com bancários da Caixa em greve e também com moradores na comunidade do Rio dos Cachorros, na zona rural da capital maranhense. Durante a visita aos bancários, o presidenciável defendeu que os bancos públicos sejam 100% estatais e sob controle dos trabalhadores. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) O candidato Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista ao Jornal da Record. Na entrevista, Lula disse que, se reeleito, pretende fazer uma segunda reforma no Judiciário, com mudança nos critérios de indicação para ministros. Segundo Lula, o Judiciário precisa dar o exemplo. Renan Santos (Missão) O candidato Renan Santos participou de gravação de Sabatina Rede TV! e sabatina no jornal Correio Braziliense . Nas redes sociais, o candidato criticou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques de ter se declarado impedido de participar do julgamento sobre a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Romeu Zema (Novo) O candidato Romeu Zema participou de manifestação em frente ao STF, em Brasília. Ele defendeu que todos os citados ou com envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, devem ser investigados, incluindo parentes de ministros do STF. A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética. * Colaboraram Douglas Corrêa (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo.

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16 Sep 2026, 00:17 GMT Lincoln Chaves - Repórter da EBC

O Fluminense é o primeiro classificado às semifinais da Libertadores. O Tricolor se garantiu nesta terça-feira (15), mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Platense no Coliseo de Victoria, em Vicente López, região metropolitana de Buenos Aires. A equipe brasileira se beneficiou da vitória por 2 a 0 sobre os argentinos na partida de ida, há uma semana, no Maracanã. Na soma dos placares, 3 a 2 para o time carioca. Notícias relacionadas: Flamengo supera Del Valle na altitude pelas quartas da Libertadores. Fluminense bate Platense e abre vantagem nas quartas da Libertadores. Esta é a terceira vez que o Fluminense se coloca entre os quatro principais clubes da América do Sul. Em 2008 e 2023, o Tricolor também foi à decisão, sendo campeão na edição de três anos atrás. O adversário nas semifinais sai nesta quarta-feira (16), no duelo entre LDU e Palmeiras, que se enfrentam no Estádio Casa Blanca, na capital equatoriana Quito, a partir das 19h (horário de Brasília). O Verdão tem a vantagem do empate, pois venceu a partida de ida, uma semana antes, por 1 a 0 no Nubank Parque, em São Paulo. Se na última terça-feira (9) o Fluminense construiu a vitória no primeiro tempo, o Platense necessitou dos mesmos 45 minutos iniciais para igualar o placar agregado. O time da casa acuou o Tricolor na defesa e obrigou o goleiro Fábio a trabalhar. Aos 24, o goleiro fez grande defesa após uma cabeçada do zagueiro Ignacio Vázquez, no canto. Cinco minutos depois, Fábio nada pôde fazer. Na sobra de uma tentativa de drible que esbarrou no zagueiro Julián Millán, o meia Guido Mainero chutou quase da marca do pênalti, a bola desviou no volante Hércules e saiu do alcance do arqueiro da equipe carioca, abrindo o marcador. Nos acréscimos, Mainero cruzou pela direita e o atacante Bruno Sepúlveda apareceu às costas do zagueiro Thiago Silva para fazer, de cabeça, o segundo do Platense, deixando tudo igual na soma dos placares. Se a partida acabasse naquele momento, a decisão seria nos pênaltis. A partida ficou mais brigada no segundo tempo. O Fluminense, que pouco conseguiu sair para jogar na etapa inicial, encontrou mais espaços. Aos 11 minutos, veio o respiro. Em contra-ataque, o volante Martinelli acionou Hulk, que abriu para o também atacante Agustín Canobbio na esquerda. O uruguaio entrou na área, driblou Vázquez e bateu cruzado, deixando o Tricolor novamente à frente no agregado. Precisando do terceiro gol para forçar os pênaltis, o Platense se lançou com tudo ao ataque. Aos 36 minutos, Fábio brilhou novamente ao defender uma cabeçada forte de Vázquez. O time argentino empilhou bolas na área, mas a equipe brasileira conteve a pressão e garantiu a classificação.

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15 Sep 2026, 23:37 GMT André Richter - Repórter da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Pelas regras internas da Corte, o ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso , tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento. Notícias relacionadas: Flávio Dino pede vista de julgamento sobre Moraes e Mendonça. Moraes defende que seu julgamento seja em conjunto com o de Mendonça. O impasse entre os ministros ocorreu pela discordância sobre o rito que seria adotado no julgamento. Inicialmente, somente o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro. Durante a sessão, os ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro deveria ser analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça, antigo relator do caso, ao solicitar ao plenário a investigação. Pelo entendimento, o mesmo rito deveria ser adotado nos dois casos. Dessa forma, o ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra André Mendonça. A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após o bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça. O placar parcial ficou em 4 votos a 3 . Mendonça O ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. No entendimento da procuradoria, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. Moraes O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Para Moraes, o colega tomou a atitude por motivação político-eleitoral. “Porque está a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe neste país”, acusou, referindo-se à ligação entre Mendonça e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o indicou para o cargo. Em defesa apresentada na madrugada de terça, horas antes da sessão extraordinária, o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

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15 Sep 2026, 23:04 GMT Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou a exposição negativa da Corte nas últimas semanas, em função das denúncias de envolvimento de magistrados do tribunal no caso do Banco Master . A manifestação da magistrada ocorreu nesta terça-feira (15), durante julgamento que decidiria sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "Estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, mas eu disse que estava triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias", afirmou a ministra. Notícias relacionadas: Flávio Dino pede vista de julgamento sobre Moraes e Mendonça. Zanin: não dá para investigar Moraes sem julgar atos de Mendonça. Mendonça acompanha Fachin e vota por julgamento separado de Moraes. Segundo Cármen Lúcia, houve uma espetacularização desse caso, o que fez grande mal à sociedade, que deveria estar discutindo os rumos do país em meio ao processo eleitoral. "Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, essa é a minha percepção. Inebriamos o sentimento de justiça da cidadania estes últimos dias", apontou. A sessão acabou sendo suspensa, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino . Com isso, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3 a favor da análise separada sobre a conduta de Moraes e os atos praticados pelo então relator do caso Master, ministro André Mendonça , que encaminhou denúncias contra o colega e outras autoridades, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet . A própria ministra Cármen Lúcia acompanhou a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de votar em separado as denúncias contra Mendonça e Moraes. O mesmo entendimento foi seguido pelos ministros Luiz Fux e pelo próprio Mendonça , formando a maioria parcial. Já os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos por Gilmar Mendes, formulador da questão de ordem , além de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Como Dino pediu vista, sua posição a favor do julgamento em separado não foi considerada no placar. Voto de Luiz Fux Antes do voto de Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux também registrou a posição a favor do julgamento em separado das suspeitas envolvendo Moraes e Mendonça. "Não há mais tênue conexão entre essas duas petições. Uma alega abuso de autoridade [de Mendonça] e outra alega atos supostamente ilícitos praticados por um membro dessa corte [Moraes]. Uma coisa é abuso de autoridade, outra é essa investigação. Não há causas penais, não há processo criminal, não há inquérito", disse. "O que houve foi uma divergência entre dois ministros para deliberar sobre determinados fatos. No meu modo de ver, a presidência foi instada a compor essa divergência e o fez pela via administrativa que o Regimento [do STF] lhe faculta", acrescentou Fux. Entenda O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal. Reação Alexandre de Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem contém o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e "sem valor probatório". Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

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15 Sep 2026, 22:47 GMT Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil

Mais conhecido no Brasil como fotógrafo, Pierre Verger também grande estudioso sobre as relações entre o Brasil – especialmente a Bahia e África Ocidental, a diáspora africana, a religião dos orixás e as tradições orais da cultura Iorubá. O livro Iorubahia – Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim será lançado nesta quarta-feira (16) em São Paulo. Uma parceria do Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger, a obra reúne 12 ensaios do autor, 4 deles inéditos, escritos entre os anos 1958 e 1972, período em que viveu entre Salvador e a Nigéria, quando mergulhou na pesquisa sobre o povo Iorubá. Notícias relacionadas: Caixa Cultural no Rio inaugura exposição com fotos inéditas de Pierre Verger. A coletânea foi organizada em 3 eixos: os aspectos históricos das relações transatlânticas, a religião Iorubá e a cultura, conhecimento e oralidade Iorubá. A organizadora da obra e coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger, Ângela Lühning, explica que a coletânea se propõe a trazer também um outro olhar sobre Verger. “Um Verger múltiplo, que vai além de uma categoria única do Verger, apenas fotógrafo ou apenas escritor voltado para temáticas históricas, o Verger, supostamente, apenas dedicado a estudos sobre o Candomblé e religião afro-brasileira de influência Iorubá. O Verger que dialoga com tudo isso e um pouco mais, de uma forma talvez um pouco surpreendente em vários textos”, explicou. Quem é Pierre Verger Pierre Fatumbi Verger nasceu em Paris em 1902 e iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo viajante. Em 1946 se mudou para Salvador, cidade que nunca deixou de fazer parte de sua vida até sua morte em 1996. Especializou-se na fotografia documental e de campo nas áreas de antropologia, história, conhecimentos orais e botânica. Também foi um grande estudioso da cultura. Lançamento do livro Quando: 16 setembro, 19h Local: Biblioteca Mário de Andrade Entrada: gratuita, com retirada de ingressos 1 hora antes.

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15 Sep 2026, 21:48 GMT Lincoln Chaves - Repórter da EBC

O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, recebeu a primeira edição do Women's International Football Summit (Wifs). O evento, voltado à expansão, crescimento e visibilidade do futebol feminino, ocorreu entre segunda (15) e terça-feira (16) e reuniu atletas, federações, patrocinadores, clubes e entidades ligadas ao desenvolvimento do esporte. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi apoiadora institucional do encontro, organizado pela Conferência de Futebol (Confut), plataforma global de negócios e que proporcionou trocas de experiências e de propostas de avanço do futebol feminino a menos de um ano da Copa do Mundo, que será no Brasil. Notícias relacionadas: MEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina. Maracanã será palco de abertura da Copa Feminina de Futebol de 2027. Fifa anuncia investimentos de R$ 4,2 bilhões na Copa Feminina de 2027. A TV Brasil , emissora pública da EBC , transmite o Campeonato Brasileiro da modalidade, além das fases finais das Séries A2 e A3 (segunda e terceira divisões, respectivamente) e as decisões nacionais das categorias sub-17 e sub-20. A diretora-presidente da EBC , Antonia Pellegrino, foi mediadora do painel Comunicação do futebol feminino em transformação: novos formatos, plataformas e narrativas , na tarde desta terça. "É importante a gente promover esse tipo de evento, com um público super engajado e que faz com que a conversa transborde para além do jogo. Esse é o objetivo do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas, que, para além de campo e bola, também olha para o clube que teve mais ações de enfrentamento ao feminicídio, portanto, à violência contra a mulher. E tem o prêmio da Craque da Torcida, com votação aberta, que já teve mais de 22 mil votações", destacou Antonia Pellegrino, em entrevista ao Stadium , programa de esportes da TV Brasil . A jornalista, historiadora e comentarista esportiva da TV Brasil , Rachel Motta, participou da mesa, que ainda reuniu a fundadora do Donas FC, Suleima Sena; a fotojornalista esportiva Lívia Villas Boas e a diretora-executiva da NO MORE, fundação global dedicada ao fim da violência doméstica e sexual. "Ser convidada para participar de um evento da dimensão que está sendo o Wifs é importantíssimo em questões de visibilidade, troca de conhecimento e know-how, contatos, de estar com gente que atua na área há muitos anos e de todas as redes, seja na parte de gestão, bastidores, dos clubes. Coloca, principalmente, o nome da TV pública nesse quadro de importância e a TV Brasil como uma das instituições que auxilia a realização deste evento", avaliou Rachel Motta. Na segunda-feira (14), a jornalista Marília Arrigoni, apresentadora do Stadium , fez parte do painel Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes . A mesa foi moderada pela presidente da Bancada Feminina do Flamengo, Marion Kaplan, e contou ainda com Renata Armiliato, gerente de Futebol Feminino do Internacional. Marília Arrigoni, apresentadora do Stadium , fez parte do painel Futebol feminino entre gerações: experiências, conquistas e novos horizontes - Foto: Lucas Duarte/Wifs "Ter um espaço dedicado a debater o futebol de mulheres brasileiro com personalidades do meio era algo muito esperado por quem cobre a modalidade, principalmente no Rio de Janeiro em que havia uma carência de eventos desse tipo. Além de suprir essa necessidade, o Wifs mostra os passos evolutivos que o futebol feminino vem dando. Foi muito especial falar da experiência de cobre e ouvir as especificidades de quem atua na gestão. Que seja o primeiro de muitos", disse Marília Arrigoni. "Nós somos a TV aberta que mais transmite futebol feminino no mundo. Não é no Brasil, é no mundo. É sobre continuidade, regularidade, presença. É no Stadium , no Copa Delas [programa semanal sobre futebol feminino disponibilizado no canal da TV Brasil no YouTube]. Somos um canal realmente apoiador da modalidade. A gente está junto desde antes da Copa do Mundo de 2027 ser escolhida para ser no Brasil", concluiu a diretora-presidente da EBC .

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15 Sep 2026, 21:33 GMT Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. "Não existe nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu, com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal", disse Gonet. Notícias relacionadas: Flávio Dino pede vista de julgamento sobre Moraes e Mendonça. Moraes defende que seu julgamento seja em conjunto com o de Mendonça. Ele se manifestou durante o julgamento sobre uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, também por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece em mensagens recuperadas pela Polícia Federal (PF) a partir do celular de Vorcaro, principal investigado na Operação Compliance Zero , que está preso desde o ano passado por fraudes financeiras e corrupção. O material foi divulgado pelo ministro André Mendonça, então relator do caso Master. Segundo o relatório da PF, Gonet é citado em conversas de Vorcaro com terceiros, e não em mensagens identificadas como trocadas diretamente entre o ex-banqueiro e o procurador-geral. Em uma conversa de 2024, um interlocutor identificado como Ciro Soares afirma a Vorcaro que "Gonet é firme". Há ainda uma mensagem de 15 de novembro de 2025, dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o ex-banqueiro demonstra preocupação com o avanço das investigações e pergunta se seria possível "reverter isso com Paulo ou Andrei". De acordo com os investigadores, as referências seriam ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A mensagem, entretanto, não demonstra que Gonet tenha sido procurado ou que tenha efetivamente atuado para interferir na investigação. "Eu fico feliz que o ministro André Mendonça afirmou que não tenha nada que foi colhido que pudesse induzir a algum ilícito por parte do procurador-geral da República", comentou Gonet em seguida. A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça na condução das investigações. Durante a sessão, o ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento. A análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3. Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça, além do presidente do STF, Edson Fachin, votaram pelo julgamento separado.

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15 Sep 2026, 21:20 GMT Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou, nesta terça-feira (15), duas cartas abertas para as candidaturas à presidência da República e ao Congresso Nacional. As cartas tratam dos pleitos da categoria, alertando para a precarização e retirada de direitos dos jornalistas no país e a necessidade de regulamentação das plataformas digitais. “O avanço das plataformas digitais, situadas majoritariamente nos Estados Unidos, e a utilização de recursos como a chamada ‘inteligência artificial’, desafiam a soberania brasileira e colocam em xeque o futuro da profissão jornalística, já que essas empresas se apropriam do conteúdo produzido por nossa categoria sem nenhum tipo de contrapartida financeira”, diz a Fenaj em uma das cartas. Notícias relacionadas: Assédio e sobrecarga ameaçam saúde mental de jornalistas, diz pesquisa. EBC promove capacitação sobre cobertura jornalística de feminicídios. “A utilização de conteúdo jornalístico por essas ferramentas deve não apenas assegurar transparência, mas remuneração justa a quem produziu a informação”, acrescenta. Entre as reivindicações da entidade, estão a aprovação do Piso Salarial Nacional e o combate à “pejotização”, que contrata pessoas físicas como se fossem empresas, e não lhes confere os direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A Fenaj também defende a criação do Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo (Funajor), que seria abastecido pela tributação das grandes plataformas multinacionais, para viabilizar a diversidade regional, comunitária e independente. Comunicação Pública Na carta aos candidatos ao cargo de presidente da República, a entidade defende o fortalecimento da Empresa Brasil de Comunicação como instrumento de garantir “conteúdos comprometidos com a cidadania e a democracia”. “A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deve, portanto, ser um pilar fundamental para o sistema público de comunicação de nosso país, por meio do fortalecimento de sua autonomia editorial e da garantia de financiamento público adequado e permanente”. Lei Multimídia Aos candidatos a cargos no Congresso Nacional, a Fenaj pede a revogação da Lei do Multimídia. A lei, sancionada em janeiro de 2026, cria a figura de um profissional apto a exercer diversas funções, como criar, produzir e editar conteúdos, entre outras atribuições. “É um risco concreto para o futuro de nossa profissão, ao sobrepor uma série de funções historicamente regulamentadas para nossa categoria”, diz a entidade. Confira aqui a carta aos candidatos a presidente da República.

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15 Sep 2026, 21:05 GMT André Richter - Repórter da Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser julgados simultaneamente. O pedido foi feito após os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes iniciarem um bate-boca sobre a condução do caso Master. Notícias relacionadas: Zanin: não dá para investigar Moraes sem julgar atos de Mendonça. Mendonça acompanha Fachin e vota por julgamento separado de Moraes. Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição . Com o pedido de vista, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3. Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado. Sessão Sessão plenária extraordinária do STF. - Fellipe Sampaio/STF Na manhã desta terça-feira (15), o Supremo começou a analisar se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O caso foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. No entanto, o ministro Gilmar Mendes suscitou uma questão de ordem para retomar o julgamento na quarta-feira (23) e incluir a análise das supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo antigo relator do caso, ministro André Mendonça, ao solicitar ao plenário a investigação contra Moraes. Além disso, Mendes defendeu que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal e não permaneça sob a relatoria do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Na parte da tarde da sessão, os ministros começaram a deliberar sobre a questão, mas o julgamento foi interrompido pelo pedido de vista de Dino após bate-boca entre Mendes e Mendonça. A discussão entre os dois ministros começou durante a fala do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que cumprimentou Mendonça por ter reconhecido que não há ilegalidades nas conversas nas quais ele teria sido citado por Vorcaro. Mendonça disse: "Talvez avaliasse se não deveria ter feito isso, talvez hoje, conhecendo os fatos". Em seguida, a fala foi interrompida por Mendes. "É impressionante que Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso é leviandade. O sujeito investido de um sentimento policialesco com seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeit". Depois, Mendonça respondeu aos gritos: " A desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite". Mendes rebateu: "Pode chorar". Mendonça respondeu: "Não tem choro não, respeite" Entenda O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial . O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representar direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes , esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal. Reação Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. *Matéria atualizada às 18h48 para inclusão de informações.

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15 Sep 2026, 20:37 GMT André Richter - Repórter da Agência Brasil

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (15) para que o caso Alexandre de Moraes não seja julgado simultaneamente com o pedido de apuração de sua conduta na relatoria nas investigações sobre o Banco Master. O voto de Mendonça foi proferido no julgamento em que o plenário vai decidir se Moraes pode ser investigado pela suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ou se o caso terá a inclusão das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça, antigo relator do processo do Banco Master, ao solicitar ao plenário a investigação contra Moraes. Notícias relacionadas: Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição . Zanin: não dá para investigar Moraes sem julgar atos de Mendonça. Fachin pede que ministros deixem disputa pessoal de lado. Até o momento, o placar da votação está 4 votos a 2 para que os dois casos sejam julgados na sessão prevista para quarta-feira (23). A sessão prossegue para a tomada dos demais votos. Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli declararam-se impedido e suspeito, respectivamente, e por isso não votarão. O plenário julga uma questão de ordem levantada no início do julgamento pelo ministro Gilmar Mendes para incluir a análise das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça. Além disso, Mendes defendeu que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal e não permaneça sob a relatoria de Fachin. Entenda O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando o plenário da Corte foi acionado por André Mendonça, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes. A investigação aponta que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. Assista

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15 Sep 2026, 20:25 GMT Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15) que não é possível autorizar a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sem antes analisar a legalidade das medidas tomadas pelo relator do caso do Banco Master, o também ministro André Mendonça. A manifestação ocorreu no contexto de uma questão de ordem levantada no início do julgamento, ainda durante a manhã, pelo ministro Gilmar Mendes , que pediu para incluir a análise pelo plenário das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça. Durante sua manifestação, ao dirigir-se a Edson Fachin, presidente da Corte, Zanin explicou que as duas questões estão totalmente correlacionadas. Notícias relacionadas: Marques se declara impedido, e Toffoli suspeito em julgamento no STF. Gilmar acusa Mendonça de usar caso Master para interferir em eleição . Dino e Zanin votam para julgar Moraes e Mendonça na mesma sessão. "Vossa excelência, ao assumir a relatoria dessa petição, expressamente indica a possibilidade de haver aqui o reconhecimento da suspeição do eminente ministro André Mendonça. Ora, se existe essa possibilidade, hipoteticamente, e ela foi colocada por vossa excelência, me parece que julgar ou analisar o início, uma autorização de investigação, sem saber se a suspeição será reconhecida, seria uma inversão lógica dos atos processuais", afirmou Zanin. O ministro ressaltou que o reconhecimento da suspeição poderá ter consequências jurídicas. "Esse é um dado, para mim, determinante também para acolher a questão de ordem", disse o ministro. No início da sessão, Edson Fachin reafirmou sua posição favorável ao julgamento de Moraes e Mendonça em dias distintos. O STF mantém em andamento a sessão para decidir sobre os caminhos da investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O plenário analisa se o caso terá a inclusão das supostas irregularidades que teriam sido cometidas pelo antigo relator do caso, ministro Mendonça. Até o momento, a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes conta com os votos favoráveis dos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. No voto proferido durante o julgamento, Dino afirmou que não há clareza quanto ao rito definido pelo presidente da Corte, para julgar hoje somente o caso envolvendo Moraes. O julgamento prossegue com os votos dos demais ministros. Entenda O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial . O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes , esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal. Reação Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

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15 Sep 2026, 20:22 GMT André Richter - Repórter da Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (15) para que ele seja julgado simultaneamente com o ministro André Mendonça na sessão prevista para quarta-feira (23). Moraes proferiu voto durante o julgamento que vai definir se ele pode ser investigado pelo plenário suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Notícias relacionadas: Dino e Zanin votam para julgar Moraes e Mendonça na mesma sessão. STF: plenário vai decidir se julgará Moraes e Mendonça simultaneamente. Com o voto de Moraes, o placar está 4 votos a 1 pelo julgamento conjunto. Os demais votos favoráveis foram proferidos pelos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. O presidente da Corte, Edson Fachin, entendeu que os casos devem ser julgados separadamente. O plenário julga uma questão de ordem levantada no início do julgamento pelo ministro Gilmar Mendes para incluir a análise das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça. Além disso, Mendes defendeu que o caso seja redistribuído entre os membros do tribunal e não permaneça sob a relatoria de Fachin. Moraes Durante o julgamento, Moraes questionou o rito do julgamento estabelecido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e disse que o seu caso é semelhante ao pedido que fez para apurar a suposta conduta irregular de Mendonça, antigo relator do caso. O ministro também disse que a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça não enviaram ao Supremo um pedido formal para apurar sua suposta conduta irregular. "Consta algum pedido de investigação contra mim? Não. Vossa Excelência [Fachin] vai votar o que, presidente? Vai votar o pedido do que?", questionou Moraes. Para Moraes, o único pedido formal existente no caso foi enviado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para anular o relatório da PF que encontrou as conversas entre Vorcaro e Moraes. "Há um pedido expresso, não é um pedido tácito. Qual o pedido? Extinção da PET [petição da PGR]", completou. Entenda O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando o plenário da Corte foi acionado por André Mendonça, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes. A investigação aponta que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. Assista

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15 Sep 2026, 19:44 GMT Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram, segundo o governo federal, 608 mil procedimentos a mais. “O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos e ocorre após o país alcançar, em 2025, 14,9 milhões de cirurgias eletivas”, afirmou o governo federal, em nota. Notícias relacionadas: SUS amplia cobertura da vacina Pneumo 20 para maiores de 85 anos. Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades. Brasil tem quase 38 mil pessoas à espera de transplante de córnea. O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados. Os maiores crescimentos foram vistos no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%). Parte dos procedimentos foram realizados no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, representando 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. O programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS, por meio de ampliação de mutirões assistenciais, utilização de unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde. A projeção do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima dos 14,9 milhões registrados em 2025.

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