US Agency for Global Media USAGM

News and Information from Around the World

← Back to Direct feed

Brasilia /DF 19/08/2020 - Secretário-executivo do Ministério do Turismo, Daniel Nepomuceno, e o secretário Especial da Cultura, Mário Frias durante cerimônia onde liberaram R$ 1,2 milhão para ações culturais da Biblioteca Demonstrativa de

13 Sep 2026, 19:22 GMT By Marcelo Brandão – repórter da Agência Brasil
Download metadata bundle
Agência Brasil logo
Photo Brasilia /DF 19/08/2020 - Secretário-executivo do Ministério do Turismo, Daniel Nepomuceno, e o secretário Especial da Cultura, Mário Frias durante cerimônia onde liberaram R$ 1,2 milhão para ações culturais da Biblioteca Demonstrativa de
Credit: Marcelo Brandão – repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino disse haver indícios de um papel de liderança do deputado federal Mário Frias no esquema criminoso de desvio de emendas parlamentares. O objetivo seria o financiamento do filme Dark Horse , uma dramatização da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, afirmou Dino em despacho publicado neste domingo (13). Notícias relacionadas: Dino determina fim do sigilo de investigações sobre o filme Dark Horse. Defesa de Flávio Bolsonaro tentou levar caso Dark Horse a Mendonça. Dino é o relator de uma investigação sobre supostas irregularidades na execução de emendas parlamentares e recebeu, inclusive, informações da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo. Foram os dados da Justiça de São Paulo que o levaram à conclusão de um protagonismo de Mário Frias no esquema de desvio de verba de emendas parlamentares. Operação Make Up Na última quinta-feira (10), Dino autorizou a Operação Make Up, na qual a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos da operação estavam justamente o deputado federal Mário Frias, ex-secretário da Cultura do governo Jair Bolsonaro e um dos roteiristas do filme Dark Horse , e a empresária Karina Gama. Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para duas entidades registradas em nome de Karina Gama: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). Procurada, a prefeitura de São Paulo afirmou que não há irregularidade nos serviços prestados pelo Instituto Conhecer Brasil. Segundo a prefeitura, o Programa WiFi Livre “segue em pleno funcionamento na cidade com 3,2 mil pontos instalados e mais de 760 milhões de acessos registrados”. “A administração municipal reitera que o serviço contratado foi prestado, passando a parceria por prestações de contas semestrais, período mais rigoroso do que o mínimo legal. As movimentações financeiras da entidade não integram a relação contratual com a administração municipal”, acrescentou. PCC Em seu despacho, Dino afirmou ainda haver ligação entre desvio de dinheiro proveniente de emendas parlamentares e organizações vinculadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o ministro, além do desvio de verba pública para financiar o Dark Horse , o material recebido da Justiça de São Paulo indica haver um esquema de corrupção com vínculos com o PCC. “No curso da investigação se fortalece a hipótese de imbricação indissociável em um sofisticado esquema de destinação e desvio de recursos públicos, com destaque para emendas parlamentares federais e para a prefeitura de São Paulo. Essa organização alcançaria, inclusive, vínculos com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital), consoante linha investigativa mencionada nos autos”, afirmou Dino em despacho publicado neste domingo. A Agência Brasil também entrou em contato com a assessoria do deputado Mario Frias, mas ainda não recebeu resposta. Texto ampliado às 16h57 para incluir posicionamento da prefeitura de São Paulo.